segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Homenagem a elas

A mulher representa força e grandeza. Sensibilidade e delicadeza. Fibra e garra. Beleza e bondade. No ventre materno está a vida, no seio da mulher, o leite para o filho, nos seus braços, um alento constante. Salve a minha mãe pelas lições de vida. Salve Maria, a mãe do nosso Deus que nos orienta como bússola do deserto.

Na força das avós está a sabedoria e a maturidade. As lições dos anos passadas de geração em geração. O lado doce da mãe das mães, sem a cobrança e sem o dever da educação. Na casa delas geralmente tem um doce proibido ou é possível fazer algo que as mães não concordam. Salve a nossa nonna, salve a minha querida avó, bela e tão lúcida no alto de seus noventa anos.

A realização do homem vem com a esposa. Aquela que o acompanha nos momentos difíceis. Que é capaz de sacrifícios para estar ao seu lado. A mulher forte, a companheira do dia a dia, aquela que lhe compreende com o olhar e lhe retribuiu o amor com gestos delicados. Salve, salve a minha doce e amada esposa que me acompanha na jornada diária.

E por que não falar das nossas irmãs, tias, amigas, primas... sim, a mulher com seu lado feminino, com seu batom sensual, com suas curvas acentuadas, com seu carinho, com seu carisma, com seu talento, com sua inteligência multifuncional, com sua sensibilidade aguçada.

Salve, salve, o Dia Internacional da Mulher, salve o dia da mãe, da esposa, da dona de casa, da empresária, da médica, da analfabeta,da agricultora, da mendiga, da prostituta e da santa.

3 comentários:

  1. Adorei a homenagem!! Muito lindaaaaaaaaaaa!!!!!!
    Obrigada

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  2. Poemas para todas as mulheres
    Vinicius de Moraes

    No teu branco seio eu choro.
    Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
    E se embebedam do perfume do teu sexo.
    Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
    Confuso, criança para te conter!
    Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
    Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
    Homem sou belo
    Macho sou forte, poeta sou altíssimo
    E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
    Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
    Melhor seria morrer ou ver-te morta
    E nunca, nunca poder te tocar!
    Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
    Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
    Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
    Correi, correi, ó lágrimas saudosas
    Afogai-me, tirai-me deste tempo
    Levai-me para o campo das estrelas
    Entregai-me depressa à lua cheia
    Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o [cântico dos cânticos
    Que eu não posso mais, ai!
    Que esta mulher me devora!
    Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!


    Poema extraído do livro "Vinicius de Moraes — Poesia completa e Prosa", Editora Nova Aguillar — Rio de Janeiro, 1998, pág. 262.

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